quarta-feira, 2 de março de 2011

SOUL BRASIL (1ª Parte)

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 E vamos começar a aquecer os motores para o Espetáculo 2011.... para dar uma dica do tema, ai abaixo vai o primeiro de uma série de artigos de autoria do Prof. de Bateria Alexandre Becker!

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 SOUL BRASIL    (1ª Parte)



Assim como o rock, a soul music de nomes como Ray Charles, James Brown, e Aretha Franklin, também teve grande importância no cenário da música brasileira dos anos 60. O ritmo e o balanço do som negro americano podem ser claramente detectados em algumas das primeiras músicas de Jorge Ben Jor (Agora Ninguém Mais Chora, Negro É Lindo, Que Nega É Essa) e, um pouco mais adiante, em outras de Wilson Simonal (caso de Mamãe Passou Açúcar em Mim, País Tropical). No entanto, foi um dos parceiros de música de Ben Jor na turma roqueira da Rua do Matoso, na Tijuca (onde também apareceram Roberto e Erasmo Carlos) quem iria iniciar a saga do soul brasileiro: Sebastião Rodrigues Maia, o Tim Maia.

Para ler mais, clique abaixo:

Aos 17 anos de idade, no ano de 1959, Tim embarcou para os Estados Unidos, onde se juntou ao cenário da black music, chegando a participar do grupo The Ideals. Quando voltou ao Brasil, começou a compor no estilo da soul music que havia ouvido na América. Logo sua fama começou a correr e, em 1969, Elis Regina gravou em dueto These Are The Songs (uma das muitas canções que Tim escreveu em inglês). Em 1970, ele gravou seu primeiro disco, Tim Maia, um dos maiores sucessos do ano, com composições suas como Azul da Cor do Mar, um meio baião misturado (Coroné Antônio Bento, de Luís Wanderley e João do Vale) e Primavera, composição de um futuro gigante da soul music brasileira: Genival Cassiano: um Paraibano, que começou tocando violão no Bossa Trio, que deu origem ao grupo vocal Os Diagonais, que misturava na época, soul e samba na virada dos 60 para os 70. Sua carreira solo começou em 1971, com o LP Cassiano, Imagem e Som.

Ainda em 1970, a soul music brasileira explodiria no V Festival Internacional da Canção, com a vitória na categoría música nacional, de BR-3, canção de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar, defendida por Toni Tornado, que seguiria como intérprete, ao longo da história da black music no Brasil.
Tim Maia, por sua vez, mantería o sucesso, com as canções:
Não Quero Dinheiro (só quero amar) e Gostava Tanto de Você.
Já em 1975, apareceria a terceira grande força do soul brasileiro, ao lado de Tim e Cassiano: o baiano Hyldon, que estourou a sua balada Na Chuva, Na Rua, Na Fazenda, faixa-título de seu primeiro disco, e ainda a canção As Dores do Mundo, que seria regravada, décadas depois pela Banda J.Quest , certamente responsável pela projeção Nacional dessa mesma, em todo o país.


Por Alexandre Becker
Professor de Bateria da EArte

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